Trata-se de metas a ser alcançadas pela Administração Nacional de Estradas (ANE), de modo a que a circulação rodoviária seja feita sem interrupções em toda extensão do território, permitindo alavancar a economia.

Estes desafios foram lançados por João Machatine, ministro da Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, ao empossar, sexta-feira, 22, o director-geral da ANE, Américo Ocua Dimande, que substitui César Macuácua.

Machatine recomendou a instituição a primar por uma gestão transparente dos seus activos financeiros e patrimoniais, num contexto de escassez de fundos para o financiamento de infra-estruturas.

Face à localização geográfica que torna o país vulnerável às mudanças climáticas, o titular da pasta das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos sublinhou a pertinência da ANE antecipar fenómenos naturais.

Ainda neste domínio, destacou a introdução de melhorias no mapeamento das estradas situadas próximo de bacias hidrográficas susceptíveis a transbordar, devido a cheias e ciclones, que acontecem de forma cíclica.

Segundo o ministro, a aposta na construção de estradas resilientes é de capital importância para que a manutenção não incida sempre nas mesmas vias de acesso. Especial atenção deve ser dada às pontes. Sobre este apsecto, Machatine adiantou que está em curso um trabalho de inspecção das pontes ao longo da Estrada Nacional nº 1, cujos resultados poderão orientar uma ntervenção adequada.

Na vertente de fiscalização, João Machatine exigiu maior controlo na limitação de carga, cuja inobservância concorre para a rápida degradação das vias. Também defendeu medidas rigorosas para se travar a ocupação das áreas de reserva, algumas das quais invadidas para fins habitacionais.

Américo Ocua Dimande é doutorado em Engenharia Civil pela Universidade do Porto, Portugal, com especialidade em estruturas, materiais de construção, projectos, inspecção, diagnóstico e reforço estrutural. (“notícias”