A reabertura da ponte surge depois da conclusão da reposição dos danos causados pelas enxurradas ocorridas em Março de 2019, aquando da passagem do ciclone Idai, que atingiram os tabuleiros provocando deslocamentos nos apoios e a cedência de um dos tabuleiros.

Apesar da reaburta do trânsito, os automobilistas deverão passar a respeitar os limites de carga estabelecidos na região da SADC, que são 48 toneladas, observados os limites admissíveis por eixo ou grupo de eixos. Por outro lado, a circulação de viaturas na Ponte Samora Machel passa a ser exclusiva para todo o tipo de viaturas ligeiras com capacidade máxima de 3,5 toneladas.

Importa referir que as viaturas com carga acima de 3,5 toneladas e que obedeçam os limites de carga em vigor na região da SADC, poderão estabelecer a ligação rodoviária entre a Tete e Moatize, incluindo as vilas fronteiriças de Cassacatiza, Zobwè e Ulongué, através da ponte Kassuende, na cidade de Tete.

O funcionamento em pleno da ponte vai melhorar a transitabilidade entre os distritos de Moatize eTete e vice-versa, descongestionar a Cidade de Tete e a Ponte Samora Machel do tráfego pesado e vai facilitar a ligação rodoviária entre a cidade de Tete e a vila fronteiriça de Cassacatiza, através das estradas N7 e N9, bem como o tráfego internacional de e para a Zambia que havia sido desviado para a ponte Samora Machel, aliviando a sobrecarga a esta estrutura, na ordem de um tráfego médio diário entre os 800 e 1.000 viaturas.

Com a intervenção feita, a infraestrutura ganhou novos elementos estruturais que a tornam resistente para eventos ciclónicos de magnitude igual ou superior ao ocorrido em 2019, e está garantida a vida útil da ponte por mais 50 anos,  desde que se observe os limites de carga estabelecidos e a devida manutenção periódica. A reparação dos danos custou aos cofres do Governo de Moçambique 3.756.531,23 USD e durou 12 meses